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sexta-feira, 13 de novembro de 2020

CAP 12/20 - fichamento - livro - UM PACIENTE CHAMADO BRASIL - Autor: Luiz Henrique Mandetta - Médico e ex Ministro da Saúde

 CAP 12/20   - novembro de 2020

 

         Página 122 – O deputado Aleluia (meu assessor) tem mais de setenta anos.  Os outros do meu gabinete passaram a fazer home office por causa da pandemia mas o Aleluia por conta dele, marcava presença todo dia.

         122 – Com assessoria do Aleluia que ficava em sintonia com o Congresso, o Mandetta ia interagindo com governadores e se solidarizando no combate à pandemia enquanto o Bolsonaro pela imprensa ficava comprando briga e arranjando briga.

         O Mandetta teve também como assessor e amigo o deputado do DEM pelo Paraná, Abelardo Lupion.

         124 – Havia grandes empresas e bancos querendo fazer doações para ajudar no combate à pandemia.   O Mandetta destacou o Lupion para as articulações visando angariar doações.   Determinou que não fossem em dinheiro, mas em equipamentos médicos e correlatos, úteis nas ações contra a pandemia.    E assim foi feito e as empresas doaram muitos equipamentos que incluam testes de covid, respiradores, máscaras de uso dos profissionais da saúde etc.

         125 – O começo da corrida por equipamentos da China e os americanos comprando tudo e mandando aviões para ir buscar a carga na frente dos outros.

         Até contratos assinados com outros países para compra, vários foram “derrubados” por causa desse leilão que os USA fizeram para adquirir tudo primeiro.

         O Ministério da Saúde conseguiu com a interação com a Vale, que tem vasta experiência em comercio internacional e foco na China e o apoio da Vale foi fundamental.   Ela comprava respiradores em nome dela e trazia para o Brasil e o Ministério ia comprar, mas ela no final fez tudo como doação.   Respiradores, testes de covid, equipamentos de proteção dos profissionais da saúde etc.

         126 – O Mandetta cita alguns membros da equipe e destaca a garra e a união da equipe.

         128 – Na Espanha, mortos que nem os caminhões frigoríficos estavam vencendo de acondicionar e os espanhóis improvisaram locais com caixões lacrados até em pista de patinação no gelo.    Enquanto isso no Palácio do Planalto, reuniões com pautas conservadoras de costumes e coisa e tal, parecendo ignorar o que acontecia aqui e lá fora.

         Nas reuniões ministeriais, Moro reservado, Mourão sempre cabeça baixa rabiscando um papel como quem faz palavras cruzadas...   Nas reuniões presidenciais o presidente...    “Ele só se manifestava para verbalizar contra o inimigo da semana”.   Ora era contra a China, a Globo, a Folha de São Paulo, a Câmara Federal e seu presidente, o Senado e seu presidente.    

         “Eu nunca tinha espaço nas reuniões para expor a gravidade do problema da saúde pública”.

         129 – Pronunciamentos do presidente na TV, desinformado por seu estilo.  Daí saem declarações como “tenho histórico de atleta”, “esta é uma gripezinha” e assim por diante, minimizando a pandemia.

         No dia anterior o Dr Drauzio Varela tinha demonstrado na TV que havia gravidade na pandemia e pedia cuidados da população.    No dia seguinte vem o presidente e sai com essas de gripezinha e assim por diante.

         No pronunciamento o presidente não usou nada de sua assessoria.   “Ele fez aquele discurso se baseando apenas nas opiniões dos filhos e de seu entorno”.    (e de certa forma para se contrapor à fala do Dr Drauzio)

         No dia seguinte ao da fala do presidente na TV, houve reunião ministerial.   Todos os ministros reprovaram a fala do presidente e sugeriram que nas próximas falas ele se respaldasse em trocas de ideias com sua assessoria.

         “A verdade é que com aquele tipo de atitude, constrangia todo o governo”.

         131 – O filho Carlos Bolsonaro se mudou para o Palácio e levou sua equipe informal, que foi apelidada pelo público externo de “Gabinete do ódio”.

         “Eles não interagem com ninguém além do presidente e seus filhos, mas observam tudo, estão sempre presentes”.

         132 – “A principal sala da presidência virou o escritório dessa turma”.

         A tarefa de tornar o presidente informado dos fatos.     “Três possíveis conjunturas diante da pandemia:

         Cenário 1 elaborado pelo Médico Julio Croda, Diretor do Departamento de Imunizações e Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde:    Previa 180.000 mortes no Brasil pela pandemia.    Se o país não adotasse corretamente as medidas recomendadas de disciplinar o que poderia funcionar e o que não poderia; distanciamento entre as pessoas; uso de máscaras etc.

         O Wanderson, do Ministério da Saúde, tinha um cenário de 60 a 80 mil mortos, havendo medidas de governo para proteção da sociedade em certos níveis.

         Havia um terceiro cenário de 30.000 mortos totais na pandemia, mas este o Mandetta achava muito otimista e subestimava a agressividade do agente causal.

         O Osmar Terra, amigo do presidente e um dos que ele ouve e já esteve na equipe ministerial, disse que não passariam ao todo de 1.000 mortos durante a pandemia.    Isto era “musica” aos ouvidos do presidente e respaldava ideias como essa da gripezinha.

         133 – O Mandetta conseguiu agendar e realizar via Ministro Chefe da Casa Civil, General Braga Neto, uma reunião para mostrar os números e dados da pandemia ao presidente.

........................................................ continua no capítulo 13/20

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